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Roberto Cuervo
30.03.2026
This essay examines the Galería Alameda, a traditional market in Cali (Colombia), to explore how sound participates in the social production of space. Through a hybrid listening approach that combines situated walks, binaural recordings and attentive listening, the research develops an ethnophony of everyday life. This process enables the identification of sound effects and sonic marks that configure zones, practices and social relations within the market. The recorded sounds of the Galería reveal a dynamic and relational spatiality, where material conditions, collective practices and sensory experience intertwine. The market emerges as a living sonic territory, structured by everyday interaction, memory and forms of order produced outside formal planning.
Este ensaio analisa a Galeria Alameda, uma praça de mercado tradicional em Cali (Colômbia), para explorar como o som participa na produção social do espaço. Através de uma abordagem de escuta híbrida que combina percursos situados, gravações binaurais e escuta atenta, a investigação desenvolve uma etnofonia da vida quotidiana. Este processo permite identificar efeitos e marcas sonoras que configuram zonas, práticas e relações sociais no mercado. Os sons recolhidos na Galeria revelam uma espacialidade relacional onde se entrelaçam condições materiais, práticas coletivas e experiência sensorial. O mercado surge como um território sonoro vivo, estruturado pela interação quotidiana, pela memória e por formas de ordem não derivadas de um planeamento formal.
Este ensayo examina la Galería Alameda, una plaza de mercado tradicional en Cali (Colombia), para explorar cómo el sonido participa en la producción social del espacio. Mediante una aproximación de escucha híbrida que combina recorridos situados, grabaciones binaurales y escucha atenta, la investigación desarrolla una etnofonía de la vida cotidiana. Este proceso permite identificar efectos y marcas sonoras que configuran zonas, prácticas y relaciones sociales en el mercado. Los sonidos recogidos de la Galería revelan una espacialidad relacional donde se entrelazan condiciones materiales, prácticas colectivas y experiencia sensible. El mercado emerge como un territorio sonoro vivo, estructurado por la interacción cotidiana, la memoria y formas de orden no derivadas de una planificación formal.
Cet essai examine la Galería Alameda, une place de marché traditionnelle à Cali (Colombie), afin d'explorer comment le son participe à la production sociale de l'espace. À travers une approche d'écoute hybride combinant des parcours situés, des enregistrements binauraux et une écoute attentive, la recherche développe une ethnophonie de la vie quotidienne. Ce processus permet d'identifier les effets et les empreintes sonores qui configurent les zones, les pratiques et les relations sociales au sein du marché. Les sons recueillis à la Galería révèlent une spatialité relationnelle où s'entremêlent conditions matérielles, pratiques collectives et expérience sensible. Le marché apparaît comme un territoire sonore vivant, structuré par l'interaction quotidienne, la mémoire et des formes d'ordre qui ne découlent pas d'une planification formelle.
La plaza de mercado La Alameda está situada en Cali (Colombia), en el suroccidente del país y a unos 80 kilómetros del océano Pacífico. La Galería Alameda, como se le llama localmente, se consolidó en 1970, luego de la formalización de puestos callejeros que se ubicaban allí desde dos décadas atrás. Se emplaza en un sector popular donde convergen diversos oficios, y su actividad abarca la venta de frutas, carnes, lácteos, hierbas, artesanías y una oferta gastronómica típica que atrae tanto al público habitual como a quienes buscan sabores autóctonos (figura 1). Además de las prácticas comerciales de tradición, en los últimos años, han surgido locales de comida dirigidos a clientes de mayor poder adquisitivo que coexisten con el comercio tradicional. La plaza ocupa una manzana entera en un barrio aledaño al centro de la ciudad y cuenta con once accesos por todos los costados, lo que permite una amplia relación urbana.
Figura 1. Costado sur de La Galería Alameda, año 2023. Fuente: Elaboración propia.
La vida de la plaza presenta ciclos semanales reconocibles en los que sábados y domingos sobresalen por su gran intensidad. En los otros días, el movimiento disminuye después de las dos de la tarde hasta que queda todo tranquilo; la actividad cesa por completo entre las cuatro y las cinco de la tarde. Todo comienza con el silencio de la madrugada, hacia las cuatro de la mañana, cuando se amontonan hombres esperando camiones para descargar y ganar algo de dinero. A las seis de la mañana la plaza vuelve a resonar y comienza la jornada.
A manera introductoria, el video Del interior al exterior, presenta las transiciones sonoras que atraviesan el mercado: voces, sonidos percutidos, utensilios que resuenan y el tráfico exterior. La Galería se presenta como una superposición de actividades que se hacen audibles incluso antes de comprender su organización espacial. Su multiplicidad de accesos organiza la circulación de visitantes y mercancía y estructura el modo en que los sonidos entran, se cruzan y se dispersan. El mercado se experimenta como un espacio poroso donde lo urbano se filtra y el interior se expande hacia la ciudad.
Video 1. Del interior al exterior. 2023. 0:44. Fuente: Elaboración propia.
Las visitas a la Galería Alameda realizadas entre 2022 y 2023 se convirtieron en un ejercicio de descubrimiento en el que el entorno, vibrante de actividad comercial, formal e informal, nos iba presentando escenarios diferentes en cada costado. El del norte y oeste mantienen gran actividad relacionada con la alimentación que va permeando el interior con una transición natural. Los costados sur y este aglutinan actividades diversas como la venta de artesanías, hierbas y al exterior de empaques en papel y vidrio. El costado este se caracteriza por agrupar las flores donde un pasillo central con múltiples puestos resuena por la oferta que los vendedores y vendedoras anuncian a quien se adentra (audio 1).
Audio 1. Pasillo de flores. 2023. 01:10. Fuente: Grabación de campo.
Ya al interior los puestos de frutas y verduras dan cabida a espacios de restaurante donde la comida local predomina, aunque las nuevas tendencias aparecen. Este esquema de anillos tiene en su centro el espacio de las carnicerías que esconde con pudor las imágenes y olores de los animales desmembrados (figura 2).
Figura 2. Zona de frutas y verduras y Zona de carnicería al finalizar la jornada en horas de la tarde. Año 2023. Fuente: Elaboración propia.
Si bien ya habíamos visitado en otras ocasiones el mercado como usuarios, nuestras primeras visitas enfocadas en la escucha comenzaron en noviembre de 2022 lo que nos permitió entender la distribución, las dinámicas del funcionamiento, los momentos de mayor y menor afluencia. Así, el registro sistemático comenzó el sábado 25 de junio de 2023, día de la semana con mayor afluencia. La entrada por el costado noroeste de la Galería nos descubre sonidos de voces que comercian frutas y verduras desde múltiples puntos. Al adentrarse un poco hacia el centro, se comienza a percibir el ritmo de ollas y platos con pregones de la oferta gastronómica: “¡sancocho, ceviche, tamales!”.
La investigación en la Galería Alameda se fundamentó en la escucha como forma activa de conocimiento. Partimos de una premisa: una escucha atenta y enfocada permite reconocer las dinámicas del espacio. En ese sentido, el concepto de paisaje sonoro (soundscape) no se ha limitado acá a la noción clásica de un ecosistema sonoro, sino que es el resultado de actos de escucha encarnados, mediados e inscritos en contextos históricos e ideológicos (Ferrarini y Scaldaferri 2020).
Con estos antecedentes, realizamos una escucha crítica y sensible, en la que desplegamos una práctica mixta donde el oído, la grabadora y nuestra experiencia se conjugaron para construir una lectura del espacio sonoro que integró recorridos, registros binaurales sistemáticos y análisis cualitativos. Se trató de una práctica situada (Low 2017), en la que el oyente se involucra y el entorno desvela sus condiciones para llegar a entender su ritmo.
Llamamos a esta práctica “escucha híbrida” para nombrar una forma concreta de trabajo de campo. Los audios se registraron con micrófonos binaurales posicionados en cada oído como auriculares, cuya presencia discreta permitió capturas inmersivas sin alterar la dinámica habitual del mercado por su mínima intrusión. Así, escuchar en la Galería implicó caminar, detenerse, comprar y conversar mientras registrábamos; luego, volver a escuchar los audios fuera del mercado, en otro tiempo y otro espacio, para reactivar la memoria de la experiencia vivida.
La reiteración mediada de los audios, la atención dirigida a ciertos gestos sonoros y el contraste entre distintas jornadas activaron una escucha distinta de la experiencia contextualizada. En ese proceso, la escucha in situ y la escucha mediada por la grabación funcionaron como un diálogo continuo. Muchos sonidos, diluidos en la intensidad del momento o enmascarados por la superposición, reaparecieron con mayor nitidez en la escucha posterior. Esta ida y vuelta resultó decisiva para reconocer eventos que se repiten y formular nuestras apreciaciones sobre la producción del espacio sonoro del mercado.
Desde esta perspectiva, el paisaje sonoro se reveló como una relación dinámica entre oídos, prácticas, materialidades y memorias. Como afirman Samuels et al. (2010), la forma como se produce el paisaje sonoro es también la forma como se demarca la otredad. Su omnipresencia, convoca a pensar sobre la naturaleza enculturada (“enculturated nature”) del sonido, las técnicas para su recolección y los espacios materiales de actuación y ceremonia en donde se propaga.
Nociones como acoustemology (Feld 2015) o acoustigraphy (Kheshti 2009), así como las propias críticas de Ingold (2011) al concepto de soundscape, permiten ampliar el enfoque visual o verbal dominante al mostrar que el entorno sonoro se configura a partir de interacciones entre sujetos y espacio, mediadas por lo cultural y por los límites materiales construidos.
En este giro metodológico, las realidades descentradas del sujeto han sido propósito de prácticas etnográficas que se plantean interrogantes acerca de cómo los objetos y demás seres participan en su actividad descriptiva con un enfoque menos antropocéntrico (Schiavoni 2023). Como propone Low (2017), una forma de escucha encarnada permite comprender la relación entre lo sensible, lo material y lo social en la producción cotidiana del lugar.
Escuchar la Galería Alameda fue, así, una manera de aproximarnos a su organización interna, a sus ritmos y a las relaciones que allí se producen. En este proceso, la grabación de campo operó como una tecnología de mediación analítica y creativa (Feld y Brenneis 2004), que exige selección, edición y articulación, al igual que la escritura. Por ello, este texto combina palabras, imágenes y sonidos, y busca comunicar el camino emprendido para escuchar la Plaza de Mercado Alameda.
En ese sentido, nuestro ejercicio de escucha se reconoció como etnofonía (Thibaud 1998) un proceso mediante el cual las prácticas sonoras de la vida cotidiana se registran, se interpretan y se comprenden en relación con los contextos espaciales que las producen. La etnofonía permite atender a la manera en que un entorno se vive, se reconoce y se comparte a través del oído. Desde esta perspectiva, los recorridos, las grabaciones y la escucha reiterada hicieron posible construir una lectura sensible del mercado como espacio social y sonoro.
Escuchar la Galería Alameda implica aproximarse a un entramado donde las prácticas sociales, las materialidades y la percepción se entrelazan continuamente. El mercado se produce y se transforma a través de las interacciones que ocurren. Comenzar el recorrido significó descubrir cómo el orden cotidiano se revela al oído por medio de sonoridades que delimitan zonas sin que medie un mapa tangible. Desde la escucha, esta producción se manifiesta como una organización dinámica del espacio donde unos sonidos se concentran, otros se dispersan y hay zonas donde la intensidad aumenta y otras donde se atenúa.
En la Alameda, la comunidad formada por vendedores, compradores y visitantes participa activamente en la configuración sonora del lugar a través de sus prácticas cotidianas. Las voces, los llamados, los gestos sonoros asociados al trabajo y al intercambio comercial producen una espacialidad que no está determinada solo por su disposición, sino por la repetición, la convivencia y el ritmo diario que esta grabación presenta (audio 2). El espacio arquitectónico no es ajeno a esta experiencia. La forma del edificio, su materialidad heterogénea y su condición envolvente influyen en cómo los sonidos circulan, se mezclan o se proyectan. Techos metálicos, superficies duras, objetos apilados, alimentos, cuerpos en movimiento, todo participa en la manera en que el sonido se expresa, como enseñaba el video 1.
Audio 2. Zona de frutas y verduras. Voces del comercio, diálogos y música lejana 2023. 01:00. Fuente: Grabación de campo.
Así, el auditor, nosotros como investigadores, pero también cualquier persona que recorre el mercado, no recibe el sonido de manera pasiva. Escuchar implica interpretar, seleccionar, orientarse y el espacio sonoro se produce en esa relación entre quien lo habita y lo escucha. Escuchar permite reconocer una espacialidad viva, cambiante y profundamente relacional, donde lo colectivo, lo material y lo sensible se entrelazan.
En este sentido, las plazas de mercado conservan una potencia afectiva y simbólica particular pues la transacción económica es también un acto social (Martín-Barbero 1981). Watson (2009) describe los mercados como espacios de roce (rubbing along) y mediación de diferencias, donde el contacto humano flexibiliza los límites entre lo privado y lo público. Esta heterogeneidad es también sonora: en la plaza hay que hablar, mezclarse, hacerse oír como en este registro donde la voz predomina (audio 2).
Audio 3. Diversidad de voces. 2023. 02:05. Fuente: Grabación de campo.
En la búsqueda por comprender la dimensión sonora surgió una pregunta central: ¿cómo participa el sonido en la organización del espacio del mercado?
Las formas tradicionales de describir el espacio acústico suelen reducirlo a elementos independientes como un fondo pasivo del que sobresalen episodios puntuales o traducirlo en categorías visuales, sin captar las cualidades del espacio vivido desde la escucha (Augoyard y Torgue 2005). Esta dificultad responde a la naturaleza misma del sonido, que se despliega en relaciones temporales y ecológicas, y que solo puede comprenderse plenamente desde la experiencia.
A partir de una escucha situada y comparada junto con la revisión posterior de los registros en contraste con la experiencia vivida, comenzamos a reconocer regularidades en la manera como los sonidos aparecían, se superponían, se transformaban o se desvanecían al recorrer el mercado. Estas regularidades se manifestaban como relaciones perceptivas entre nuestro oído, las fuentes sonoras y el espacio. Al volver a escuchar repetidamente los registros sonoros, comenzaron a aparecer otras regularidades perceptivas que no siempre resultaban evidentes durante la escucha in situ, pero que se reiteraban de forma consistente en la revisión posterior.
Para dar cuenta de estas relaciones, retomamos la noción de efecto sonoro (Augoyard y Torgue 2005)[1] una herramienta que ayuda a integrar lo relacional desde la interdisciplinariedad. El efecto sonoro remite a una actividad del oyente tanto como a las condiciones físicas del medio, y su análisis ayuda a comprender cómo se construye el sentido sonoro del mercado.
En la Galería Alameda, efectos como el fundido cruzado, corte, reverberación, zumbido, enmascaramiento, se manifiestan de forma constante y contribuyen a configurar el lugar. Comprender los efectos abre un mundo aural nuevo que conecta dinámicas sociales, acústicas y materiales. Uno de los indicios más evidentes de la transición continua entre ambientes sonoros es el fundido cruzado que da cuenta de la composición de los elementos del espacio sonoro. Un pregón se atenúa mientras otro sonido emerge; la música de una radio se mezcla con los utensilios de cocina; el tráfico de la calle se confunde con el rumor interior. Estas superposiciones marcan los territorios sonoros del recorrido y evidencian la continuidad entre interior y exterior. Las transiciones progresivas permiten al oído anticipar cambios espaciales antes de que la mirada lo confirme. Nuestro oído percibe varios estímulos a la vez, pero es el discernimiento práctico el que compone el interés particular.
Otro efecto recurrente en su composición es el enmascaramiento o la superposición de sonidos simultáneos, especialmente en los momentos de mayor actividad. En ciertos tramos del mercado, múltiples fuentes compiten por la atención del oyente. Tal superposición expresa la coexistencia de prácticas diversas no jerárquicas y la intensidad de la vida social del mercado en la que conviven diversas realidades sonoras que emergen, aunque no todas las escuchemos.
La repetición que se expresa en pregones y llamados de los vendedores constituye otro rasgo reconocible, sus frases hechas pronunciadas una y otra vez, se convierten en marcas sonoras que estructuran el ritmo cotidiano del espacio. Este efecto semántico transforma lo efímero en señal estable y permitía a nuestro oído familiarizarnos con el lugar y reconocer patrones en medio de la variabilidad. Por el contrario, el aumento del turismo trae extranjeros que añaden su voz con acentos e idiomas diferentes, de repente ese sonido inusual configura un efecto de descontextualización que a la vez genera un efecto psicomotor de atracción pues nos hace girar para localizar aquel sonido inesperado.
Entendimos que el espacio sonoro de la Galería Alameda no se organiza de manera jerárquica ni centralizada como en los supermercados y grandes superficies. Se produce como una red de relaciones móviles plurales, donde el sonido orienta, conecta y delimita sin necesidad de fronteras visibles. Los efectos sonoros hacen perceptible esta organización sensible del espacio y permiten comprender que el mercado se habita y se reconoce a través del oído.
El paisaje sonoro del mercado se manifiesta como una sucesión de zonas donde prácticas, materialidades y ritmos producen configuraciones acústicas reconocibles. Estas zonas se hacen perceptibles en el desplazamiento, a partir de la emergencia, persistencia y superposición de determinados sonidos que orientan la experiencia del espacio.
La configuración arquitectónica del recinto ha evolucionado de manera espontánea desde su estructura inicial de 1970. Pilares de hormigón, cubiertas metálicas, ladrillos expuestos y añadidos sucesivos conforman un espacio heterogéneo cuyo desgaste material contrasta con la intensidad de la vida que alberga. La materialidad incide directamente en la experiencia sonora: superficies reflectantes, objetos absorbentes, cuerpos en movimiento y mercancías apiladas participan activamente en la propagación y transformación del sonido.
La ausencia de un tratamiento acústico planificado provoca que la sonoridad del mercado se configure de manera variable y situada. La reverberación aparece como una cualidad cambiante, dependiente de los límites materiales, la densidad de personas, el tipo de actividad y el momento del día.
En la zona de comidas, el paisaje sonoro tiene su singularidad (figura 3). El audio Zona de comidas fue grabado en el momento en que todo se está preparando para la hora del almuerzo que en Colombia es a medio día. El silbido de las ollas a presión, los cuchillos trabajando, el choque de platos y cubiertos, junto con las voces, configuran una atmósfera sonora sostenida (audio 4).
Figura 3. Zona de comidas: todo preparado para recibir a los comensales. Año 2023. Fuente: Elaboración propia.
Audio 4. Zona de comidas. 2023. 01:05. Fuente: Grabación de campo.
La escucha revela aquí una cualidad envolvente dado que el oyente se encuentra inmerso en un cuerpo sonoro continuo producido por la concurrencia de múltiples gestos y actividades. El efecto envolvente no aísla, sino que favorece la permanencia, la interacción y la ocupación del espacio.
Una vez llegados los comensales, ciertos sonidos adquieren momentáneamente protagonismo entre las voces de los usuarios. Un pregón entonado con un ritmo particular, el golpe reiterado de un utensilio o el sonido agudo de una licuadora activan la atención y orientan el desplazamiento. Estos sonidos participan directamente en la dinámica del intercambio, convocan al oyente y guían su movimiento dentro de la zona.
En el núcleo del mercado, la zona de carnicerías presenta una sonoridad marcada por gestos reiterados y sonidos precisos. El golpe seco de los cuchillos, el ruido mecánico de las sierras eléctricas y las voces breves que coordinan el trabajo configuran un paisaje sonoro rítmico y reconocible por esas marcas sonoras que caracterizan un espacio percutido.
La repetición de estos sonidos a lo largo del día establece patrones estables que el oído aprende a identificar. Expresiones verbales breves, golpes regulares y secuencias mecánicas se convierten en referencias que permiten reconocer la zona sin mediación visual. Las superficies cerámicas lisas de los mesones ayudan a reflejar el sonido y la situación totalmente central, rodeada por el resto de los puestos, genera un entorno sonoro contenido que al igual que la referencia visual está envuelto y autocontenido.
En algunos tramos de la zona de artesanías, la experiencia sonora del mercado se transforma de manera perceptible pues el efecto de reverberación habitual y sus resonancias cambia. La proliferación de materiales heterogéneos como textiles, fibras diversas, maderas, objetos colgantes y superficies irregulares modifica la propagación del sonido y atenúa los reflejos habituales del recinto (figura 4).
Figura 4. Pasillo con materiales heterogéneos como textiles y fibras diversas. Año 2023. Fuente: Elaboración propia.
Al transitar por estos pasillos, la intensidad sonora disminuye y se genera una sensación de mayor recogimiento. Las voces se perciben más próximas, y hay un cambio, que invita a una escucha más íntima y pausada dentro del flujo continuo del mercado. Ahora no es necesario hablar alto.
En los momentos de mayor actividad, especialmente los sábados, el mercado presenta paisajes sonoros de alta densidad. Sonidos simultáneos se superponen, compiten por la atención y, en muchos casos, se ocultan unos a otros. Voces, máquinas, radios, utensilios y pasos conforman capas sonoras que se entrecruzan de manera constante (audio 5).
Este efecto de enmascaramiento expresa la coexistencia de múltiples prácticas y temporalidades que se desarrollan de forma simultánea en el mercado. La superposición sonora materializa esa simultaneidad en capas auditivas que exigen del oyente una escucha activa y selectiva, capaz de distinguir, priorizar y orientarse en medio de la intensidad.
Audio 5. Momento de alta actividad. 2023. 02:15. Fuente: Grabación de campo.
Al desplazarse por los pasillos, la escucha revela transiciones progresivas entre ambientes sonoros. Las fuentes se atenúan, emergen o se transforman a medida que el cuerpo avanza, acompañando el movimiento sin rupturas abruptas en una sucesión de fundidos cruzados que dinamizan la experiencia. La voz de un vendedor se diluye mientras se aproxima el sonido de una licuadora; la música de una radio se mezcla con el choque de platos; el bullicio urbano se filtra desde el exterior hacia el interior. La escucha ayuda a reconocer la continuidad del recorrido y participa activamente en la orientación dentro del mercado.
A lo largo del recorrido, ciertos sonidos adquieren una presencia significativa por su repetición y su carga simbólica. Los pregones de los vendedores constituyen una de las marcas sonoras más persistentes del mercado. Estas voces sostienen una memoria sonora compartida y contribuyen al reconocimiento de la Galería Alameda como lugar.
A ellas se suman biofonías inesperadas, como el canto de aves enjauladas para la venta, así como sonidos mediáticos provenientes de radios y televisores. La convivencia de estas capas refuerza el carácter plural del mercado, donde lo rural y lo urbano, lo tradicional y lo contemporáneo, se articulan también a través del sonido.
La escucha de estas zonas permite reconocer una forma de organización espacial basada en relaciones móviles. El sonido orienta recorridos, marca ritmos, define zonas y articula relaciones sociales de manera implícita. A través de esta organización sensible, la Galería Alameda se manifiesta como un espacio de producción colectiva, cuya identidad se sostiene en la interacción cotidiana y en una escucha compartida.
Los efectos sonoros identificados en la Galería Alameda funcionan como rasgos expresivos que revelan la forma en que este espacio se organiza, se habita y pone en juego sus propias lógicas de orden. La superposición de fuentes, las transiciones entre zonas, los enmascaramientos y las repeticiones dan cuenta de una espacialidad relacional, donde el sonido participa activamente en su producción.
El geógrafo social francés Eliseo Reclus (1830-1905) definió la anarquía como la más alta expresión de orden, entendida como una forma de organización en la que los individuos se articulan sin perder su singularidad (Clark y Martin 2013). La Galería Alameda expresa este principio a través de un orden que no proviene de una planificación jerárquica, sino de la experiencia acumulada, la tradición y la adaptación cotidiana.
Este orden espacial encuentra coherencia en su expresión sonora. Los sonidos no responden a una planificación técnica ni a un diseño orientado a fines específicos; cada actor – vendedor, comprador o visitante – emite, responde, se silencia o se impone según el momento, la necesidad y la competencia acústica del entorno. Esta lógica distribuida produce un paisaje sonoro sin centro ni hegemonía, pero con una identidad coral claramente reconocible.
La ausencia de jerarquía programada no implica falta de sentido. El golpe del cuchillo, el pregón que convoca, la música que emerge de una radio o la conversación cruzada comunican relaciones con el espacio, con los otros y con la memoria del lugar. El paisaje sonoro forma parte de una producción espacial que escapa al control normativo y técnico.
La etnofonía de la Galería Alameda permitió reconocer que el habitar no se expresa únicamente en la disposición física del espacio, sino en los ritmos, intensidades y resonancias que sostienen la vida cotidiana. La escucha híbrida hizo posible volver sobre la experiencia, amplificarla en el tiempo y articularla con registros sonoros que activan la memoria corporal del lugar.
En contraste con otros espacios comerciales contemporáneos, donde el sonido suele ser diseñado para inducir comportamientos específicos – optimizar el consumo, regular la permanencia, reducir el conflicto –, en la Galería Alameda la sonoridad emerge de la interacción directa, del roce cotidiano y, en ocasiones, del conflicto mismo. Se trata de un paisaje sonoro plural, humano y profundamente situado.
Esta dimensión sonora adquiere también un tono político. En un contexto marcado por el declive histórico de los mercados tradicionales frente a las grandes superficies comerciales, así como por los procesos recientes de turistificación y gentrificación, la Galería Alameda se reinventa como espacio de resistencia cotidiana. Su sonido da cuenta de esa tensión en la que nuevas voces y lenguas se suman a las existentes, introduciendo nuevas sonoridades a la tradición que transforman el paisaje sin borrarlo por completo.
La Galería Alameda funciona como un territorio sonoro donde texto, sonidos e imagen se complementan. Nuestra etnofonía no pretendió fijar una imagen definitiva, sino documentar un entorno vivo que invita a nuevas escuchas y recorridos. Este ensayo propone continuar escuchando, atender las resonancias que hacen del mercado un espacio compartido, relacional y profundamente humano cuya producción espacial tiene en el sonido una parte inseparable de lo visual. Existe también un paisaje de olores que hace parte de la identidad del lugar y que en esta expansión hacia lo sensible valdría la pena explorar.
Joaquín Llorca (joaquin.llorca@javerianacali.edu.co) – Grupo de investigación Poiesis, Departamento de Hábitat, Pontificia Universidad Javeriana Cali, Colombia. Orcid: https://orcid.org/0000-0003-4580-6545.
Roberto Cuervo (rcuervo@javeriana.edu.co) – Grupo de investigación Diseño sociocultural, Departamento de Diseño, Pontificia Universidad Javeriana, Colombia. Orcid: https://orcid.org/0000-0003-4624-0678.
El proyecto ha sido financiado por la Pontificia Universidad Javeriana de manera conjunta por sus dos seccionales.
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