Editorial

25 de Abril, Sempre!

Humberto Martins

A Etnográfica celebra os 50 anos do 25 de Abril de 1974. Não podia deixar de ser. Abril abriu, em Portugal e no Mundo, muitas portas para as Ciências Sociais. Áreas de saber vistas como perigosas e ameaçadoras do statu quo de regimes opressores

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Editorial

A antropologia e o 25 de Abril: introdução

Sónia Vespeira de Almeida, João Leal e Emília Margarida Marques

Este número da Etnográfica, comemorativo dos 50 anos do 25 de Abril, procura associar a comunidade dos antropólogos – professores, investigadores, profissionais da antropologia, antigos estudantes ou atuais estudantes – à evocação das

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Etnografias da revolução em revista

Ricos e Pobres no Alentejo: posfácio à edição portuguesa

José Cutileiro

Quando na Primavera de 1970 acabei de escrever A Portuguese Rural Society, estava convencido de que a fase de história económica e social do Alentejo iniciada no segundo quartel do século XIX teria ainda longos anos à sua frente e que as

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Etnografias da revolução em revista

Agrarian Reform in Southern Portugal

Sandra McAdam Clark e Brian Juan O’Neill

This paper1 has two main purposes: (a) to present some preliminary results from S. McAdam Clark’s recent research on the agrarian reform and related developments in Southern Portugal, and (b) to set forth a critique of José Cutileiro’s specific

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Etnografias da revolução em revista

Emigration and its implications for the revolution in Northern Portugal

Caroline B. Brettell

In October of 1973, the newly organized International Conference Group on Modern Portugal, spearheaded by Douglas Wheeler (historian), Joyce Riegelhaupt (anthropologist) and others, held its first meeting on the campus of the University of New

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Imagens do país em 1974-1976: ensaio de antropologia visual

Um outro Portugal de abril: os estudiosos não revolucionários do povo

Clara Saraiva

A “equipa maravilha” da antropologia portuguesa do século XX formou-se em torno da figura de António Jorge Dias, que completou na Universidade de Munique, em 1944, um doutoramento em Etnologia, com a tese Vilarinho da Furna, Um Povo

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Antropologia e revolução: do ISCSPU ao ISCSP (1974-1976)

Introdução a Antropologia e revolução: do ISCSPU ao ISCSP

João Leal

No dia 27 de abril de 1974 – dois dias depois do 25 de Abril – caiu o “U” de ISCSPU (Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina), renomeado no mesmo dia ISCSP (Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas).

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Antropologia e revolução: do ISCSPU ao ISCSP (1974-1976)

Recordações do 25 de Abril de 1974 no ISCSP

Filipe Ramires

O clima repressivo que perpassava pela Academia de Lisboa nos anos anteriores ao 25 de Abril de 1974 também se fazia sentir no então ISCSPU. O controlo político-repressivo efectuado pela direcção da escola, nomeadamente através de certos

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Antropologia e revolução: do ISCSPU ao ISCSP (1974-1976)

Tempos de extremos

Luís Souta

Entrei na universidade em 1970, depois de ter realizado, em finais de Outubro, o “exame de admissão”, escrito e oral – Língua e Literatura Portuguesa e Geografia Geral, segundo as “matérias estabelecidas no programa oficial do 7.º ano

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Antropologia e revolução: do ISCSPU ao ISCSP (1974-1976)

Memórias do ISCSP(U) antes e depois do 25 de Abril de 1974

Dulcinea Gil

Terminado o liceu (ensino secundário) da alínea B, no Liceu Nacional de Faro, fui para Lisboa, a fim de frequentar o curso de Filologia Germânica da Faculdade Letras da Universidade de Lisboa.1 Fiquei desiludida com o curso quando percebi que, ao

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Antropologia e revolução: do ISCSPU ao ISCSP (1974-1976)

25 de Abril de 1974: meio século depois – levitando

Maria da Luz Alexandrino

Em Lisboa sentia-se electricidade no ar – estava tudo de nervos em franja. Informações sussurradas nos cafés e nas esquinas sobre movimentos de militares, especialmente de capitães democráticos; sobre a tentativa de golpe de Março nas Caldas

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Antropologia e revolução: do ISCSPU ao ISCSP (1974-1976)

A Universidade e o 25 de Abril: o ISCSP e a Antropologia

José Fialho Feliciano

Em 25 de Abril de 1974 estudava em várias universidades de Paris, modeladas, de formas diferentes, pelos ventos de mudança de Maio de 1968. Em Jussieu (Paris VII – Faculté des Sciences) fizera o bacharelato (DEUG) em Ciências da Sociedade,

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Antropologia e revolução: do ISCSPU ao ISCSP (1974-1976)

Do ISCSPU… ao ISCSP!

José Cardim

Foi em 1960 que, estando eu em Angola e interno numa escola no Sul do país, sucedeu no Norte a primeira “insurreição moderna” nas colónias portuguesas. Tinha antes vivido e estudado em Lisboa, em Luanda, Lourenço Marques e… no

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Antropologia e revolução: do ISCSPU ao ISCSP (1974-1976)

Comentário final – o 25 de Abril e a queda do U: apontamentos sobre memória e revoluções

José Neves

Para aquele lisboeta que descobriu que já não tinha creme de barbear em casa, o dia 25 de abril de 1974 começou mal. Ainda assim, o homem saiu à rua e foi aí e então que se inteirou do que estaria a acontecer na cidade: uma revolução. Os

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Etnografias da revolução, hoje

Etnografia retrospectiva 2.0: o gesto artístico na revolução

Sónia Vespeira de Almeida

Este artigo interroga as práticas artísticas na revolução no quadro das Campanhas de Dinamização Cultural e Acção Cívica do MFA (1974-1975). Parte da revisitação de um corpus de dados recolhidos no âmbito de uma investigação publicada

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Etnografias da revolução em revista

Portugueses retornados: memória, cidadania e identidade (pós-)imperial

Elsa Peralta e Bruno Góis

Com o fim do império colonial, na sequência da Revolução do 25 de Abril de 1974, as fronteiras e a identidade da nação portuguesa são redefinidas. Neste contexto, foram repatriados das ex-colónias para Portugal cerca de meio milhão de

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Etnografias da revolução, hoje

Recusar o império da ignorância: compassos das revoluções em Angola e Portugal na obra tardia de Ruy Duarte de Carvalho (1941-2010)

Inês Ponte

Ao lidar com as convulsões políticas do passado de Angola, a obra literária mais tardia do antropólogo Ruy Duarte de Carvalho (1941-2010), angolano de origem portuguesa, proporciona refletir sobre a revolução dos cravos em Portugal. Não é

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Etnografias da revolução, hoje

A revolução no campo: revisitação de um conflito socioambiental no pós-25 de Abril numa aldeia da Beira Baixa

Pedro Gabriel Silva

Na sequência da revolução de 25 de Abril de 1974, uma aldeia do concelho de Belmonte foi palco, durante seis anos, de um conflito que opôs um grupo de proprietários minifundiários e parte da comunidade a uma empresa mineira. Neste artigo,

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Etnografias da revolução, hoje

25 de Abril × 50 anos de escrita na cidade

Cristina Pratas Cruzeiro, Ricardo Campos e Cláudia Madeira

Neste artigo pretendemos revisitar um dos palcos privilegiados para a expressão dos cidadãos – a rua e o espaço público urbano – a partir do legado das pichagens e murais realizados durante o período revolucionário do 25 de Abril de 1974

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O que gostarias de ter estudado em 1974?

Portugal 2024, imaginado desde o 25 de Abril

Nuno Domingos

O presente é uma condição inevitável da produção de uma investigação que responda ao desafio da Etnográfica: escrever um ensaio acerca do que gostaria de pesquisar se tivesse tido a oportunidade de acompanhar in loco a revolução de 25 de

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O que gostarias de ter estudado em 1974?

Processos revolucionários em discurso: descentralizando e desconstruindo os impactos do 25 de Abril em Angola

Ruy Llera Blanes

É já um lugar-comum afirmar o papel fulcral que o 25 de Abril de 1974 teve no processo de descolonização das colónias portuguesas em África, nomeadamente no que diz respeito à incorporação da descolonização como desígnio do programa do

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O que gostarias de ter estudado em 1974?

Projetos contestados de reprodução social durante o processo revolucionário: necessidades humanas e horizontes de valor

Patrícia Alves de Matos

Se pudesse escolher uma temática de investigação sobre o período revolucionário português, qual seria? Foi este o desafio que os editores me colocaram. Inicialmente pensei em velhas ideias que tinha tido quando terminei a minha licenciatura em

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O que gostarias de ter estudado em 1974?

Revolução, turismo e antropologia

Marta Prista

Avril au Portugal. Pela mão do Comissariado de Turismo, o Estado Novo promoveu a viagem a Portugal recebendo os estrangeiros no dia do turista com flores, souvenirs e sorrisos de jovens trajadas à imagem do país que se queria.2 Em 1974, uns dias

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O que gostarias de ter estudado em 1974?

Nota sobre a capa

Constança Arouca

A caminho da exposição do Mário Cesariny, no MAAT, e já com a capa da celebração dos 50 anos do 25 de Abril em mente, pela primeira vez estive a observar com atenção a intervenção dos 48 artistas, na reinterpretação de 2022 do mural do

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Found in Translation

Nota introdutória a “Antropologia em língua árabe: para lá do monopólio discursivo” (Abdellah Hammoudi, 2018)

Francisco Freire

A Etnográfica inicia com este número uma nova proposta editorial. “Found in Translation” é uma secção concebida para dar espaço a mais antropologias, apontando a essa diversidade epistemológica reclamada na construção de um campo ele

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Found in Translation

Antropologia em língua árabe: para lá do monopólio discursivo

Abdellah Hammoudi

Alguns leitores podem com razão interrogar-se quanto ao efetivo significado da expressão “antropologia em língua árabe”, uma vez que esta, ainda que cuidadosamente escolhida por mim, comporta diferentes significados, alguns deles

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Artigos

Jugar con la muerte para celebrar la vida: un estudio etnográfico de la romería de los ataúdes en Santa Marta de Ribarteme, Pontevedra, Galicia

Carlos Hernández-Fernández

Desde mediados del siglo XX se venían documentando en Galicia y Portugal algunas romerías de carácter religioso y festivo en los que se usaban símbolos de carácter funerario como forma de ofrenda para agradecer milagros o rogar para que estos

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Artigos

Governar e classificar em um território camponês: os efeitos sociais na instalação de um projeto hidrelétrico em Huila, Colômbia

Camilo Andrés Salcedo Montero

No artigo, apresento os resultados de uma pesquisa etnográfica que analisa os efeitos sociais sobre as comunidades camponesas (dedicadas ao trabalho da terra e a pescaria no rio) pela entrega das compensações e a realização das obras na

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Artigos

Imagens do movimento: terra, parentesco e história no Alto Xingu

Antonio Guerreiro

O objetivo deste artigo é compreender como os Kalapalo, um povo falante de língua karib do Alto Xingu (Amazônia meridional), descreve suas relações com suas terras tradicionais em narrativas e depoimentos pessoais sobre sua ocupação da área

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Historia de la Antropología

Cultura, o seu modo de ser: uma proposta de reflexão a partir de Edward Sapir

Ricardo Santos Alexandre

Este ensaio regressa a um texto clássico da antropologia, “Culture, genuine and spurious” de Edward Sapir, tomando-o como parceiro de diálogo e de reflexão sobre a noção de cultura. Em “Culture, genuine and spurious”, Sapir mostra-se

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Interdisciplinariedad

La arquitectura y lo construido: una aproximación antropológica a su distinción conceptual

Ion Fernández de las Heras

Partindo de una serie de consideraciones relacionadas con mi trabajo de campo en el medio rural del País Vasco, sugiero que la coincidencia conceptual entre la arquitectura y lo construido puede acarrear obliteraciones indeseadas para quien se

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Dossiê "Futuros em disputa: abordagens teórico-metodológicas sobre o porvir nas periferias do Sul Global"

Futuros em disputa: abordagens teórico-metodológicas sobre o porvir nas periferias e no Sul global – introdução

Paula Godinho e Raúl H. Contreras Román

A antropologia tem proposto alternativas para pensar os modos pelos quais o passado afeta o presente, sem dar igual importância às múltiplas maneiras pelas quais os futuros socialmente imaginados o fazem. Trabalhos recentes têm-no indagado no

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Dossiê "Futuros em disputa: abordagens teórico-metodológicas sobre o porvir nas periferias do Sul Global"

Futuros multiespecie: un manifiesto desde el Sur ante el Antropoceno capitalista

Berenice Vargas García e David Varela Trejo

Hace poco más de diez años, la academia antropológica del Norte global bautizó con el nombre de “multiespecie” a un modo de estudio y escritura que descentra lo humano y que, en la investigación, presta atención a la fuerza sociocultural y

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Dossiê "Futuros em disputa: abordagens teórico-metodológicas sobre o porvir nas periferias do Sul Global"

La tierra es el tiempo: narrativas de futuro entre campesinas andino-amazónicas

Saraya Bonilla Lozada

Este artículo reflexiona junto a campesinas-defensoras del territorio en el Bajo Putumayo, al sur de Colombia. Retoma sobre sus narrativas de futuro y la comprensión del tiempo y espacio que elaboran desde su saber encarnado. Concretamente

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Dossiê "Futuros em disputa: abordagens teórico-metodológicas sobre o porvir nas periferias do Sul Global"

Fin de un pueblo, fin del mundo: memorias y porvenires imaginados de Tixcacal Quintero, Yucatán

Julián Dzul Nah

Este texto expone los modos en que algunos habitantes o emigrados de Tixcacal Quintero (Yucatán, México), recuerdan el pasado henequenero del pueblo e imaginan sus futuros. En un contexto posterior a emigraciones disparadas a mitad del siglo

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Dossiê "Futuros em disputa: abordagens teórico-metodológicas sobre o porvir nas periferias do Sul Global"

El “día después de mañana”: pensar los futuros étnicos entre la población Ñuu Savi en el sur de México

Norma Bautista Santiago

En la lengua mixteca o Tu’un Savi la palabra futuro no existe, sin embargo, entre las personas que se asumen parte del Pueblo de la Lluvia o Ñuu Savi; población de origen indígena en el sur de México, existen la noción de lo que pasará

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Dossiê "Futuros em disputa: abordagens teórico-metodológicas sobre o porvir nas periferias do Sul Global"

Sonhos humildes: cimentar futuros numa região indígena do México

Raúl H. Contreras Román

Neste artigo analisam-se os “sonhos humildes” enquanto modelo local de futuro imaginado que emerge de conversas diversas e historicamente situadas na construção de sentidos comuns que possibilitem às pessoas imaginar outras vidas possíveis e

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Dossiê "Futuros em disputa: abordagens teórico-metodológicas sobre o porvir nas periferias do Sul Global"

O mundo existe agora

João Carlos Louçã

Após o fim da Guerra Fria e do bloco soviético, os anos 90 do século passado prometeram a expansão do capitalismo aos mais recônditos cantos do planeta. A globalização era a forma como o liberalismo económico assumia esse propósito

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Recursos

Mobilidades, etnografia e turismo: um panorama sobre metodologias etnográficas na literatura

Juliana Carneiro and Thiago Allis

O objetivo deste trabalho é identificar e analisar as relações entre mobilidades, etnografia e turismo, a partir de uma revisão integrativa da literatura. Busca-se, em particular, o emprego de metodologias etnográficas utilizadas no campo das

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The Cut

Apagar as luzes. Praticar a opacidade nas caves da Estónia

Francisco Martínez

Este artigo investiga os tipos de coisas que são guardadas e as práticas que têm lugar em diferentes caves, a fim de refletir sobre regimes alternativos de visibilidade na Estónia Oriental. A utilização de infra-estruturas de ocultação faz

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The Cut

Etnografiar lo subterráneo: notas e inspiraciones sobre el texto de Francisco Martínez

Mariana Tello Weiss

El texto resulta sumamente inspirador tanto desde el punto de vista teórico como metodológico. El mismo propone una etnografía de los sótanos en Sillamäe, un pequeño poblado de Estonia oriental. Un pueblo que, por su historia – signada por

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The Cut

O que mais podemos fazer com/nos buracos?

Tamta Khalvashi

"Onde é que há um bunker?" Esta pergunta começou a assombrar muitos de nós nas cidades da Geórgia, quando a Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022. A procura de bunkers, caves e abrigos, de espaços de opacidade e de segurança, foi

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The Cut

Da cave à des-cave? Uma resposta de questionamento à opacidade

Hermione Spriggs

"O opaco não é o obscuro" (Glissant 1997:191). É assim que começa o texto de Francisco Martínez sobre as caves, que ele aborda como espaços de opacidade que podem, no entanto, ser explorados etnograficamente. O aparente paradoxo que Martínez

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The Cut

Onde a história começa de novo

Patrick Laviolette

Francisco Martínez começa o seu ensaio com uma citação de Édouard Glissant. Poderia muito bem ter escolhido algo da Poética do Espaço (1958) de Gaston Bachelard ou de Hiding in the Light (1988) de Dick Hebdige para apresentar o que se

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Arqueologías Indígenas, territorios y derechos humanos: diálogos entre representantes Tupi Guarani, Tuxá y Eastern Pequot

Yacunã Tuxá [1], Natasha Gambrell [2], Luã Apyká [3], Blaire Morseau [4], Stephen W. Silliman [5], Daniela Balanzátegui [6], Marianne Sallum [7]

21.05.2024

En las últimas décadas, ha crecido un movimiento global de solidaridad entre varios pueblos Indígenas, afrodescendientes y comunidades tradicionales, unidos para defender y preservar territorios,
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25 de Abril, ¡siempre!

24.04.2024

Etnográfica celebra el 50 aniversario del 25 de abril de 1974. Hemos querido asociar a esta edición extraordinaria una propuesta artística (musical), un contenido exclusivo de
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Es por extrañarte que estoy flaco: (re)encuentros masculinos en el Chaco boliviano

Pere Morell i Torra

18.04.2024

El presente texto se centra en mi último reencuentro con uno de mis principales interlocutores en el campo, cuando un cambio en la temática de mi investigación cambió también nuestra
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La guerra contra Gaza: genocidio, geopolítica y antropología

Paulo Gabriel Hilu da Rocha Pinto

27.03.2024

El número de muertos y heridos, así como la destrucción de infraestructuras civiles en la ofensiva militar israelí contra Gaza, alcanzaron proporciones asombrosas en tan sólo unas
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Las niñas perdidas: la explotación sexual de niños y niñas en su forma de trata interna autoegestionada

M. Belén Ortega-Senet

13.03.2024

La explotación sexual de niños y niñas (ESNNA) es una de las violencias sexuales más invisibilizada, cargada de mitos, estereotipos, prejuicios y enormemente simplificada en su
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Antropología en árabe: más allá del monopolio discursivo

Abdellah Hammoudi

Tradução de Ilham Houass e Diane Abd-El-Karim

Revisto por Francisco Freire e Abdallah Hammoudi

12.03.2024

El texto del antropólogo marroquí Abdellah Hammoudi, que hoy encontramos aquí en portugués, fue publicado originalmente en árabe en 2018 como introducción al libro
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El rincón de la "calabaceira": encuentros, afectos y etnografía en el "Vale"

Simone Frangella

Max Ruben Ramos

05.03.2024

En este texto, Simone Frangella y Max Ruben Ramos hablan de su experiencia de trabajo de campo en Vale da Amoreira, en el municipio de Moita, en el Área Metropolitana de Lisboa. El reportaje nos invita a
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Deambular por el pasado con un presente eviscerado: mirar a Gaza a través de los archivos

Raquel Gil Carvalheira

04.03.2024

En este febrero de genocidio retransmitido en directo, la propuesta es "Deambular por el pasado con un presente eviscerado: mirar Gaza a través de los archivos". En el mes en que Etnográfica inaugura su sección Found in Translation con la
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Entrevista con Caroline Brettell

Caroline Brettell

Marta Rosales

Sónia Ferreira

27.02.2024

Entrevista con Caroline Brettell, realizada en el Instituto de Ciencias Sociales de la Universidad de Lisboa, el 30 de junio de 2023. La entrevista se centró en la experiencia de campo de la autora sobre la emigración portuguesa en
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Exvotos en torno al monumento al Dr. Sousa Martins

(Re)encuentro con Sousa Martins

Vincenzo Scamardella

06.02.2024

Este cuento es una etnoficción sobre una búsqueda contemporánea e individual de ayuda sobrenatural que tiene sus raíces en los recuerdos de infancia del protagonista. En esta historia, la figura de Miguel, inspirada en los encuentros realizados
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Una década y muchos acontecimientos después: ¿qué podemos (re)leer sobre posibles liberalismos minoritarios?

Paulo Victor Leite Lopes

06.02.2024

En esta primera edición de "Un libro y sus críticos", discutimos el reciente libro de Moisés Lino e Silva (Universidad Federal de Bahía), "Minoritarian Liberalism. A Travesti Life in a Brazilian Favela (2022)". Basado en una investigación
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"Allá": sobre la legibilidad relativa del paisaje urbano

Thaddeus Gregory Blanchette

23.01.2024

A partir de una breve y casual experiencia cuasi etnográfica, Thaddeus Blanchette nos muestra la ciudad como un espacio de "legibilidad relativa", enmarañado en múltiples percepciones,
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El valor de la confesión y el ejercicio de la justicia

Catarina Frois

06.12.2023

En este artículo, discuto las complejidades de las diferentes verdades que surgen del material empírico constituido por las narrativas de autores de crímenes en situaciones de privación
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Ver como un routier: paisajes fronterizos entre el sur de Europa y África Occidental

Pedro Figueiredo Neto y Ricardo Falcão

22.11.2023

Routier es la autodenominación utilizada por los hombres senegaleses que conducen vehículos de varias décadas de antigüedad, sobrecargados con mercancías, en su
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Ética relacional y cuidado del mundo

Jarrett Zigon

16.11.2023

En la contribución inaugural de esta sección, Jarrett Zigon desafía los límites de la antropología de relativizar y localizar. Basándose en la tradición
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Todos curmanos

Ramón Sarró

10.10.2023

Partiendo del análisis de la novela "El bosque de Ancines" del escritor gallego Carlos Martínez-Barbeito, y de su fascinación por los bosques y los lobos y otros arquetipos, el autor examina el concepto de "curmano". ¿Qué es un curmano? ¿Somos
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Nombres de lugar: el espíritu

Ramón Sarró

10.10.2023

El nombre transforma el espacio en un lugar singular y, en particular, el nombre religioso define y construye la identidad del lugar de un modo profundo. En este ensayo, el autor combina paisaje, lenguaje y religión para reflexionar sobre los
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Entrevista con João Leal

João Leal

Luís Cunha

Humberto Martins

03.10.2023

Esta entrevista presenta a João Leal, el primer director de Etnográfica. Fue realizada por Luís Cunha y Humberto Martins en la Biblioteca del Museo Nacional de Etnología de
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Etnografiar lo subterráneo: notas e inspiraciones sobre el texto de Francisco Martínez

Mariana Tello Weiss

28.09.2023

El texto resulta sumamente inspirador tanto desde el punto de vista teórico como metodológico. El mismo propone una etnografía de los sótanos en Sillamäe, un pequeño poblado
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¿Qué más podemos hacer con/en los agujeros?

28.09.2023

"¿Dónde hay un búnker?" Esta pregunta empezó a atormentarnos a muchos en las ciudades georgianas, cuando Rusia invadió Ucrania en febrero de 2022. La búsqueda de
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¿Del sótano al de-sótano? Una respuesta de indagación a la opacidad

21.09.2023

"Lo opaco no es lo oscuro" (Glissant 1997:191). Así comienza Francisco Martínez su texto sobre los sótanos, que aborda como espacios de opacidad en los que, sin embargo, se puede entrar
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Identidad(es) y negociación: la danza de vestirse y desvestirse, desvestirse y vestirse (o no).

19.09.2023

En un intento por distanciarme de los cuerpos desnudos de los turistas y por integrarme, decidí encargar algunos vestidos a Arna, la costurera del pueblo. Aun así, durante toda la investigación, mi cuerpo y la forma de cubrirlo
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Donde la historia vuelve a empezar

Patrick Laviolette

29.08.2023

Francisco Martínez comienza su ensayo con una cita de Édouard Glissant. También podría haber escogido algo de Poética del Espacio (1958), de Gaston Bachelard, o de
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Nosotros, género y sexualidad

25.08.2023

En Portugal, las ciencias sociales y las humanidades se resistieron mucho al desarrollo de los estudios de género y sexualidad. Si bien la situación periférica del país, así como la llegada tardía de la democracia, sólo en 1974, pueden
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Libertad para desear

Victor Hugo de Souza Barreto

28.06.2023

En esta primera edición de "Un libro y sus críticos", discutimos el reciente libro de Moisés Lino e Silva (Universidad Federal de Bahía), "Minoritarian Liberalism. A Travesti Life in a Brazilian Favela (2022)". Basado en una investigación
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Apagar las luces. Practicando la opacidad en los sótanos de Estonia

21.06.2023

Este artículo investiga el tipo de cosas que se guardan y las prácticas que tienen lugar en diferentes sótanos para reflexionar sobre regímenes alternativos de visibilidad en el este de
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Mapas confusos: apuntes sobre las nuevas territorialidades energéticas en Portugal y Europa

21.06.2023

En el contexto actual de post-pandemia, crisis climática y conflicto armado en Ucrania, la cuestión de la energía, su producción, acceso y consumo han ganado protagonismo en la escena
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